A humanidade pode estar sendo acometida por uma epidemia global: a normose, uma obsessão doentia por ser normal
por Carolina Bergie

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Já foi normal duas pessoas se
digladiarem até a morte para entreter a multidão. Também já foi normal queimar
mulheres na fogueira por bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração
com direito a castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos
se alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi normal passar
40 horas da semana fazendo algo que se detesta, mentir para ganhar dinheiro e
devastar florestas inteiras em busca de um suposto desenvolvimento. Peraí, este
último ainda é normal. Afinal, será que ser normal - e achar normais coisas que
não deveriam ser - pode ser uma doença?
Segundo alguns psicólogos, sim. A
doença de ser normal chama-se, segundo eles, normose: um conjunto de hábitos considerados normais pelo consenso
social que, na realidade, são patogênicos em graus distintos e nos levam à
infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida.
O conceito foi cunhado quase que simultaneamente pelo psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema e pelo filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, na década de 1980. Eles vinham trabalhando o tema separadamente até que um terceiro psicólogo, o francês Pierre Weil, se deu conta da coincidência. Perplexo, Weil conectou os dois, e os três juntos organizaram um simpósio sobre o tema em Brasília, uma década atrás. Do encontro, nasceu uma parceria e o livro Normose: A patologia da normalidade.
O conceito foi cunhado quase que simultaneamente pelo psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema e pelo filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, na década de 1980. Eles vinham trabalhando o tema separadamente até que um terceiro psicólogo, o francês Pierre Weil, se deu conta da coincidência. Perplexo, Weil conectou os dois, e os três juntos organizaram um simpósio sobre o tema em Brasília, uma década atrás. Do encontro, nasceu uma parceria e o livro Normose: A patologia da normalidade.
saiba mais em: http://super.abril.com.br/saude/doenca-ser-normal-755983.shtml
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