Fábio Motta
Na apresentação, Dunga tentou passar um ar de humildade, mas também fez críticas e previsões
Como treinador e muito por sua forte personalidade, Dunga será a “vidraça” número 1 da CBF. Logo de cara, ele precisou contestar a rejeição da opinião pública a seu nome como substituto de Luiz Felipe Scolari, atestada através de resultados muito parecidos de diferentes enquetes e pesquisas, Dunga usou do mesmo expediente. Como justificativa ele lançou mão de números da primeira passagem pelo time nacional.
“Na minha vida, nunca me preocupei com o que vai se falar de mim. Eu me preocupo com minhas ações, em ter o respeito das pessoas que trabalham juntamente comigo. Fico feliz de ter de novo essa oportunidade, pelo convite e a confiança que a CBF está tendo no meu trabalho. Agora é trabalhar para obter os resultados”, defendeu-se.
Grande parte da rejeição a Dunga se deve ao fracasso na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela Holanda. Antes disso, apesar da derrota na semifinal olímpica de 2008, ele havia conquistado dois títulos (Copa América de 2007 e Copa das Confederações de 2009). O primeiro compromisso do treinador à frente da equipe nacional será em 5 de setembro, em amistoso contra a Colômbia, em Miami. Quatro dias depois, ainda nos Estados Unidos, mas em Nova Jersey, o adversário será o Equador.
Segunda
A segunda vidraça da CBF será o técnico Gallo. Coordenador das categorias de base, caberá a ele comandar a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, onde, mais uma vez a obrigação pelo título será cobrada com vigor.
Em caso de nova derrota, como aconteceu na Copa, a CBF sabe que o fracasso não respingará diretamente nela própria, nem tampouco no comandante Dunga da Seleção principal.
Terceira
A terceira e última vidraça é o gestor das seleções, Gilmar Rinaldi. Por ter sido ex-empresário de atletas, a CBF era sabedora das críticas da imprensa e até de jogadores que temem ficar em segundo plano e verem outros serem favorecidos.
Dessa forma, o problema real, que seria a escolha feita pela entidade que comanda o futebol se dilui ante as críticas pessoais e diretas feitas a Rinaldi.
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