Fábio Teixeira
Neymar se despediu dos companheiros que ficaram em Teresópolis e depois seguiu para São Paulo de helicóptero
A informação de que o camisa dez optou por seguir com o grupo para região serrana do Rio de Janeiro foi confirmada pela assessoria de imprensa da CBF. O jogador partiu para a viagem de cerca de duas horas, do Aeroporto Tom Jobim até Teresópolis, na ambulância que acompanha as comitivas das seleções.
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"A seleção vai conseguir ser campeã da Copa mesmo sem o Neymar. É por isso que estamos aqui", dizia ela, que segurava um cartaz com os dizeres "eu acredito" e "Neymar, estamos orando por você".
Os médicos da seleção brasileira improvisaram uma cama no avião para Neymar viajar até o Rio. Sem poder ficar muito tempo sentado por causa das dores nas costas, o jogador do Barcelona foi deitado pelos médicos na segunda fileira do boeing da Gol que transportava a seleção de Fortaleza para a capital fluminense. O pai do atacante ficou o voo inteiro em pé ao lado da cama improvisada tentando consolar o filho. Ele só se sentou no assento traseiro na decolagem e no pouso.
Felipão reclamou bastante com seus companheiros de comissão técnica sobre a violência da jogada e criticou também a arbitragem, que foi omissa e nem puniu Zúñiga. Todos voltaram em silêncio. A maioria dos atletas estava abalada com a saída do craque.
Antes mesmo de descobrirem a gravidade da contusão de Neymar, os seus companheiros de Seleção Brasileira já desabafavam contra a violência que o atacante sofreu ao longo da Copa do Mundo. "O Neymar vem apanhando desde o começo da Copa. E ninguém faz nada!", revoltou-se o lateral direito Maicon. "O cara deu uma porrada e nem tomou cartão, enquanto o Thiago Silva foi punido por passar na frente do goleiro. É complicado! Foi uma pancada do caramba, que levou o moleque para o hospital. Temos que estudar melhor isso aí", cobrou.
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